AVC em mulheres

As mulheres fazem parte de um grupo de risco de AVC bastante específico em função principalmente das mudanças hormonais que ocorrem nas diversas fases da vida da mulher.

Mulheres jovens que fazem uso de contraceptivos orais, associado a fatores de risco como tabagismo ou sedentarismo, tem maiores chances de ter um AVC. Durante a gravidez, ocorrem alterações hormonais importantes que, associadas a fatores de risco como tabagismo, sedentarismo, etilismo, aumentam os riscos de AVC.
No climatério ou menopausa, as mulheres que fazem reposição hormonal associada à idade e a fatores de risco como sedentarismo, tabagismo, etc. também têm um risco aumentado de AVC.

AVC e o uso de contraceptivos orais (CO)

Alguns fatores estão claramente associados com o aumento do risco de AVC em mulheres usuárias de contraceptivos orais: Hipertensão Arterial Sistêmica – HAS (pressão alta), tabagismo, cefaleias com aura (dores de cabeça), obesidade e trombofilia (doença caracterizada pelo aumento do risco para a formação de coágulos no interior das veias – trombose). A HAS ou pressão alta é o maior fator de risco de AVC em usuárias de contraceptivos orais. O uso de contraceptivos orais associado a tabagismo aumenta em 8 vezes o risco de AVC em relação a mulheres não usuárias.
Portanto, mulheres usuárias de contraceptivos orais, principalmente com mais de 35 anos, não devem fumar.

AVC em mulheres: a história de Luciana Scotti e de um AVC aos 22 anos

Foi o que aconteceu com Luciana Scotti aos 22 anos de idade. Ela fazia uso de contraceptivos orais. Fumava, bebia, não fazia exercícios regularmente. Portanto, vários fatores de risco de AVC estavam aí associados ao uso da pílula anticoncepcional. No livro Sem asas ao amanhecer ela conta a sua história. Leia um trecho do livro, abaixo: 

Nesse dia, fui trabalhar cedinho, como sempre fazia. Na saída, peguei meu irmão mais novo na faculdade e, à noitinha, já estava em casa. Minha mãe e eu tínhamos combinado dar um pulo ao shopping... Enquanto escovava os dentes, senti uma tontura muito forte e imediatamente entrei em convulsão. Só deu tempo de gritar ”Socorro!”. Fui levada imediatamente para o pronto-socorro e acordei quase dois meses depois. (...) Meu AVC não pode ser atribuído ao acaso, é diferente de estar na rua, levar um tiro e ficar tetraplégica (...) Será que fui eu que errei? (...) ... e me faltou informação, sofri um AVC, e cá estou. (...) A médica imponente devia ter me alertado de que contraceptivos orais, cigarro, álcool, vida sedentária seguida de vida agitada, colocavam-me em um grupo de risco. Um AVC podia acontecer, e aconteceu. 

Se você é mulher e faz uso de contraceptivos orais (pílula anticoncepcional), se você está grávida ou se você está na menopausa e faz reposição hormonal, você pode fazer parte de um grupo de risco de sofrer um AVC.
 
Portanto, é fundamental que você siga as orientações para PREVENIR o Acidente Vascular Cerebral (AVC): controle a pressão arterial, o diabetes, o colesterol, tenha uma boa alimentação (coma carnes brancas como aves e peixes sem pele, carne vermelha magra e sem gordura, frutas e cereais, fibras, vegetais em geral, leite desnatado etc.), evite fumar, não faça uso exagerado de bebida alcóolica, realize atividade física regular e use contraceptivos (pílula anticoncepcional) ou faça reposição hormonal sempre com indicação e acompanhamento médico. 

Para saber mais, leia » Sinais e Sintomas de AVC

 

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